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Cotidiano como fonte de inspiração

Eu trabalho num museu. Outro dia, uma senhora esteve no meu local de trabalho e, após visitar a exposição, começou a falar sobre suas lembranças. O museu trata da história da estrada de ferro. E a senhora relembrou algumas memórias de quando era mais nova e utilizava o trem. Contou que, certa vez, quando o trem subia um morro, jogou um lenço para fora da janela, homenageando alguém muito amado por ela. A senhora partiu, mas sua história ficou comigo. Imaginei a cena: alguém jogando um lenço de dentro de um trem ao subir um morro. Vi na minha mente esse lenço bailando ao sabor do vento, descendo devagarinho em direção ao chão lá embaixo. E enquanto ele descia, o amor de uma jovem descia com ele. Quão especial seria essa pessoa? Um namorado? Um amor proibido? Um noivado que não deu certo? Talvez alguém que hoje já é falecido? Curioso notar como as lembranças vencem os anos e os calendários e permanecem intactas conosco. O trem há quase 45 anos deixou de passar. Os trilhos...

Reclamação e Gratidão

Percebo que há uma predisposição em muitas pessoas, de ficarem reclamando da vida. Reclamam do tempo, reclamam do trânsito, do governos, dos altos impostos, da violência. Só reclamam. E seus corações ficam endurecidos, cheios de rancor e mágoa. O peso das reclamações cai unicamente sobre seus próprios ombros. Independente das reclamações dessas pessoas, a vida prossegue seu ritmo. A Terra gira ao redor do sol, as ondas do mar seguem em direção a praia, as borboletas voam, tudo continua. Então, não seria mais interessante seguir em frente e seguir por um caminho de gratidão, ao invés de ficar reclamando? Obviamente a violência existe, assim como a corrupção, maus políticos, trânsito infernal. Porém, reclamar resolverá alguma dessas situações? Viver com gratidão é um bom caminho. Quando se vive com gratidão, a vida é mais colorida, mesmo com as dificuldades. E, inclusive, quando deixamos de lado as reclamações, conseguimos focalizar o problema e resolvê-lo. Quem só reclam...

Devaneios Solitários

Saia do casulo das ideias vagas e pasteurizadas encontre sua voz sua vez seu sol Leia Rilke, Schoppenhauer, leia os clássicos leia o que vale a pena ver Saia da zona de conforto conforto apenas no nome é um tormento sem fim saia dela Encontre sua voz sua vez seu sol

Discurso Emocionado de um Jogador de Basquete

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No dia 06 de maio, o jogador de basquete dos Estados Unidos, Kevin Durant, recebeu o prêmio de Melhor Jogador da Temporada 2013/2014 da NBA. Em inglês o prêmio é conhecido como MVP - sigla para Most Valuable Player. A NBA é a liga de basquete mais famosa do Mundo.  Com apenas 25 anos, Durant já era um estrela consolidada. Mas faltava o prêmio de MVP. Nas duas temporadas anteriores ele terminou em segundo na votação para MVP. Mas agora, na temporada 2013/2014 ele finalmente conseguiu.  O seu discurso ao receber o prêmio foi memorável. Ele agradeceu primeiramente a Deus, depois aos seus companheiros de equipe (ele joga no Oklahoma City Thunder).  E o ponto alto do discurso foi falar ele sobre a sua mãe, Wanda.  Durant falou sobre ela, emocionado e parando várias vezes para conter as lágrimas. Wanda criou ele e um irmão mais velho praticamente sozinha. Sem marido, sem outras pessoas para dar suporte.  No seu discurso, o astro do basquete comentou...

Curtinha Nº1

- Posso pegar o seu balão azul emprestado? - Pode, mas por que o azul? Não gosta do amarelo ou do vermelho? - Prefiro o azul. Combina melhor com o meu sonho.

Quando eu me aposentar

Dário era um homem que adorava ler, mas não tinha tempo. Gostava de viajar, mas não tinha tempo. Queria fazer um curso de marcenaria, mas não tinha tempo. Montar um jardim no quintal de sua cada, mas não tinha tempo. Imaginava preparar pratos diferentes na cozinha, usando temperos e carnes exóticos, porém, tudo ficaria para mais tarde, quando estivesse aposentado. Não faltava muito tempo, cerca de cinco anos. Para isso, havia trabalhado em dois empregos, feitos infindáveis horas extras, deixando o lar ausente de sua presença. Queria ter uma boa aposentadoria quando terminasse os seus dias de trabalho, e assim, aproveitar tudo o que não pôde aproveitar durante sua carreira. Eram cinco anos, que diminuíram para quatro, três, dois, um, seis meses, dois meses, quinze dias. Faltando uma semana para se aposentar, Dário estava tão ansioso em fazer tudo aquilo que nunca teve tempo, de tirar da gaveta todos aqueles projetos e sonhos nunca realizados, que morreu. Infarto do miocárdio...

Violência

O mundo está mais violento hoje? Ou o meu olhar está acostumado a ver apenas a violência?