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V.I.P

Era uma vez um homem muito prepotente. Se achava o tal. A cereja do bolo. Para ele todas as portas deveriam se abrir. Detetava filas e odiava fazer o que a maioria das pessoas fazia. Queria o privilégio, o diferencial, ser VIP. Um dia estava caminhando na rua e percebeu uma grande fila poucos metros adiante. Aquilo chamou sua atenção e foi correndo averiguar. Obviamente não ficou na fila. Nem suportaria. Aquelas pessoas estavam todas pingando de suor por causa do sol rachante. Logo tratou de disfarçar, fingindo que conversava ao celular ao passo que se encaminhava para os primeiros lugares da fila. - Ei, o amigo não pode ficar aqui não. Vai lá trás. - Ora, deixe disso. Eu lhe pago 50 reais, que lhe parece? Uma boa quantia não é? Ganhar dinheiro assim de graça não é todo dia certo? - Se o amigo deseja tanto passar na frente, pode ir. Não precisa pagar não. Assim aquele homem furou a fila, orgulhoso de si. Logo a porta diante dele se abriu e uma mulher vestida de branco avisou: - O próxi...

Interrogatório

Agora no começo de fevereiro irá estrear a peça de teatro Interrogatório. As apresentações irão ocorrer na Fundação Cultural de Blumenau, de 01 a 05 de fevereiro (quarta até domingo) no horário das 20h30. O valor é R$14,00 (inteira) e R$7,00 (estudantes e pessoas acima de 60 anos). Interrogatório é um projeto aprovado pelo Fundo Municipal de Cultura de Blumenau. O texto é de minha autoria e eu sou um dos atores também. Na peça eu atuo junto com a atriz Suellen Junkes. A direção da peça é do diretor convidado Victor Hugo Carvalho de Oliveira (Cia SinoS de Teatro). O nome do grupo é Avesso Teatro Experimental. Criamos este grupo para a peça. Até agora fizemos 01 apresentação na Casa São Simeão. Foi muito bom e os senhores que estavam lá gostaram bastante e deram conselhos também. A peça gira em torno do general alemão da 2ª Guerra Mundial Curt von Hertz. Ele está acompanhado de alguém que pensa ser um soldado. Ao longo da peça, mudanças vão acontecendo, ele interroga e é interrogad...

Ano novo

Estamos com um ano novo e no último dia de janeiro. Tem sido um bom ano até aqui. Vamos ver o que ele nos reserva daqui para frente.

Eu sou a Lenda

Recentemente li um livro chamado Eu sou a Lenda. Interessante a narrativa. Mas o autor poderia explorar melhor algumas situações da trama. Bom, de qualquer modo o livro prende a atenção. Tem uma frase no livro, que eu achei muito boa. É mais ou menos assim: Em algum momento, um estado de tristeza muito grande passa, porque a pessoa cansa de sentir isso, cansa de chorar e busca outros pensamentos. Gostei da frase. É verdade isso. Não sei se para todos é assim. Mas comigo funciona desse jeito.

Verão e Calor

Chegou o verão. E chegou o calor. Aqui em Blumenau está bem quente por esses dias. Bate uma saudade da praia, da brisa, do mar, picolé de limão, castelos de areia, barco para remar... Mas por enquanto estou em Blumenau - não tem mar nem brisa, nem castelo de areia nem barco para remar. Mas tem picolé de limão! Já é um começo. E tem rio pelas redondezas. Tomar um banho de rio num dia de muito calor é muito bom. A água é estupidamente gelada mesmo num dia super quente. Vale a pena, com ou sem companhia.

Borboleta

Ontem vi uma borboleta. Já foi uma lagarta. E antes não era nada. Ora, se o nada virou borboleta, O que eu posso me tornar? Se já sou alguma coisa, Não muito é verdade, Porém, mais do que o nada?! Sem falsas modéstias Ou orgulhos infundados Já sou alguma coisa sim. Tenho certeza disso. Minha mãe me disse E minha esposa não me deixa mentir. A borboleta é graciosa, Bela e suave - Um convite à reflexão e à beleza. Eu posso ser assim também, Basta sair do nada, tornar-me lagarta E virar uma borboleta.

Passado

Por onde andas, ó pescador das almas? Tua rede estava recolhida há muito tempo. As pegadas que deixaste na areia foram apagadas pelo mar. Teus filhos agora estão crescidos e não precisam mais do fruto do teu trabalho, porque eles agora trabalham, como tu fazias antes deles. Tuas mãos calejadas agora repousam suaves. Os assobios melodiosos que tu entoavas silenciaram, e ninguém ousou repetí-los. A risada alegre e descontraída não existe mais. Os amigos do passado ficaram no passado e poucos sobreviveram até o presente momento. Restaram apenas as lembranças de um tempo que já foi, saudades de um tempo que não é mais, alegrias e suspiros do que foi sentido e nunca mais esquecido. Marcas indeléveis na mente e no coração.