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Preciosidade do Arquivo Histórico O Arquivo Histórico Municipal Theobaldo Costa Jamundá guarda muitos materiais antigos, relevantes para contar a história do Município de Indaial. Dentre esses materiais, existem alguns que por sua raridade ou mesmo características chamam a atenção. Por exemplo, no Arquivo Histórico existe uma cópia em DVD com a filmagem da inauguração da Ponte dos Arcos Emílio Baumgart, ocorrida no dia 10 de outubro de 1926. Esta filmagem foi realizada na época por um senhor chamado José Julianelli, italiano e um dos pioneiros do cinema em Santa Catarina, juntamente com Alfredo Baumgarten que também esteve presente na inauguração e também fez uma filmagem, mas o Arquivo Histórico possui somente o trabalho de Julianelli. Nesta filmagem, é possível observar muitos detalhes: o filme é mudo e preto e branco. Uma música foi acrescentada de fundo. Aparecem muitas autoridades, como empresários, políticos, juízes. O dia 26 de outubro foi um domingo muitas pessoas acorrera...
O PODER DE UMA FOTOGRAFIA Durante esses noves anos em que trabalho no Arquivo Histórico Municipal Theobaldo Costa Jamundá, tive a oportunidade de presenciar histórias emocionantes. Uma delas eu compartilho hoje aqui nesta coluna. Um senhor, que não identificarei o nome, certa vez procurou o Arquivo Histórico em busca de uma foto da casa de seus pais. Era também a casa em que cresceu, passou a infância e que não existe mais. Os seus pais também eram falecidos. E ele queria ver uma foto dessa casa. Fui procurar e acabei encontrando, conforme a descrição dada por ele. Entreguei em suas mãos. Imediatamente ele levou um susto, percebi pelo seu semblante, e seus olhos encheram de lágrimas. Essa imagem eu retenho em minha memória, um dos momentos mais belos que presenciei no exercício de minha profissão. Aquele homem, ao ver uma foto antiga de sua casa, emocionou-se. Emocionou-se porque ela não existe mais. Porque os seus pais já não estão mais por aqui. Entretanto – e esse é o motivo d...

Bilhete

TAVINHO, OBRIGADA PELA SUA AMIZADE DESSES DOIS ANOS E MEIO. DECIDI QUE É MELHOR ASSIM, IR EMBORA, SEM UMA DESPEDIDA OLHO NO OLHO. NÃO SOU BOA COM DESPEDIDAS. PELO MENOS NÃO COM AS PESSOAS QUE GOSTO. OBRIGADA PELA AJUDA COM AS MATÉRIAS TODAS: MATEMÁTICA, FÍSICA, QUÍMICA, ISSO NÃO É PRA MIM, TALVEZ NUMA PRÓXIMA VIDA EU ENTENDA ISSO. MAS, OBRIGADO POR TENTAR MESMO ASSIM. CONFESSO QUE O ABISMO QUE ME SEPARA DESSAS DISCIPLINAS DIMINUIU UNS DOIS CENTÍMETROS COM O SEU TRABALHO. :) FALANDO SÉRIO, OBRIGADA POR TUDO. PELOS ABRAÇOS INESPERADOS. PELAS MORDIDAS NO PESCOÇO, NÃO TANTO PELAS MARCAS, MAS SIM PELO INUSITADO. PELOS CHOCOLATES, AS DISCUSSÕES SOBRE FILMES, SERIADOS. OBRIGADA PELO APOIO NAS HORAS DIFÍCEIS. POR ENTENDER QUANDO PRECISAVA DE SILÊNCIO, E QUANDO PRECISAVA DE AGITAÇÃO. E POR SER O OPOSTO DE TUDO ISSO, POR ME TRAZER SANIDADE, OU POR ME DEIXAR LOUCA. DE FATO MINHA VIDA MUDOU. OS CIGARROS PERDERAM A GRAÇA, OS FILMES DE TERROR NÃO INTERESSAM MAIS. PASSEI A SIMPATIZAR COM O ...

Sem demora

Ela chegou. De mansinho. Calmamente, os passos calculados. Olhou para o seu alvo. O caminhar era lento, quase insipiente, como se desistisse de continuar caminhando, como se houvesse um receio dentro dela, como se estivesse em dúvida. Mesmo assim prosseguia no seu intento. Adorava fazer isso na verdade. Deixar os observadores de plantão se questionando sobre o propósito de tudo aquilo. Era quase um show particular. Assim, de repente, estacou. A aparente indecisão deu uma guinada para uma decisão resoluta! Observava o seu alvo. E era observada ao mesmo tempo. Depois de um tempo (minutos? horas?) desistiu da empreitada. Sua dona havia enchido o potinho de ração. O rato viveria mais um dia.

Ficção versus Realidade

- Clarêncio. - O que é mãe? - Saia da frente da TV. Faça algo lá fora. O mundo não está dentro desse aparelho. - Mas eu gosto da TV, do que ela mostra, dos sons, das imagens, do colorido. - O mundo é tão colorido quanto essa TV. - Ah mãe, só mais um pouco! - Não. chega. DESLIGOU A TV. - Vai ficar aí emburrado? - Ora, vou sim! A menos que... - A menos que o quê? - Que você me mostre o mundo colorido! Você não disse que ele é melhor? - Oh céus! Está bem. Hoje de tarde sairemos e vou lhe mostrar o mundo. - Tão colorido quanto a TV? - Tão colorido quanto a TV! SAÍRAM DE CASA NAQUELA TARDE. NUNCA MAIS VOLTARAM. A MÃE LARGOU O EMPREGO E SE MUDOU COM O FILHO PARA OUTRO PAÍS, OU MELHOR, VIAJARAM DE PAÍS EM PAÍS, CONHECENDO A BELEZA E A NATUREZA DE CADA REGIÃO, TENDO VIVÊNCIAS ÚNICAS. O FILHO NUNCA MAIS LIGOU UMA TV.

Luz

Surgiu a Luz Iluminando e dissipando as sombras A escuridão não suportou os primeiros raios Desaparecendo por completo Veio a Luz  Abrindo os olhos da criança  que habitava no corpo do adulto Alimentando a esperança  Mitigando a fome Dissolvendo a ignorância Luz Lux Light  Licht Muitos nomes O mesmo significado Veio a Luz Clareando a consciência Não irá embora Porque a consciência está desperta Abrigo a Luz Acolho com minhas mãos, olfato, visão e os demais sentidos Ela faz parte de mim Eu sou Luz

O Tempero

- Que delícia de comida. Você está de parabéns.  - Obrigada.  - Qual o segredo?  - Segredo? Não há. São anos de prática fazendo uma comidinha gostosa para minha família.  - Hã, é mesmo?  - Sim. O que houve?  - Sua resposta foi meio pronta, assim, na ponta da língua. Aposto que você fala isso para todos.  - Hum. Entendo. Você quer uma resposta sincera, elaborada?  - Sim, de preferência.  (Um momento de silêncio).  - Muito bem. Lá vai. Na realidade eu sofro bastante. Com as constantes brigas aqui em casa. Fico triste de não conseguir apaziguar os ânimos exaltados aqui em casa. Na maioria das vezes não é comigo, mas eu sinto os golpes. Então fazer comida é uma forma para me distrair um pouco. Imagino, ao preparar uma refeição, que dias melhores virão aqui nessa casa. E assim vou preparando e a comida vai dando certo. Por vezes choro enquanto cozinho. É até possível que o sal de alguns dos meus pratos...

Ideia Fixa

Eduardo estava inquieto, um pouco além do habitual. Quem o observasse perceberia uma palidez em seu rosto, e também um suor na face e nos braços. Mas o observador poderia atribuir essas características ao calor sufocante daquela tarde. Ninguém o observava, portanto. Eduardo estava a sós com ele mesmo, com os seus pensamentos martelando sua mente e fustigando a razão. Uma ideia borbulhava em sua mente, quase como uma obsessão - ou seria uma obsessão já nessa altura? - e o impossibilitava de fazer ações simples como se alimentar ou sair da frente do computador. Pesquisava videos pela internet, entrava em blogs, em periódicos eletrônicos, fóruns de discussão e outros meios que conseguisse encontrar para se informar. Penhascos. Isso mesmo, penhascos. Essa era a ideia fixa que o fazia suar abundantemente e ter a cor da pele parecida com uma xícara de porcelana branca. Após buscas demoradas pela internet, fazendo-o gastar horas na frente da tela, descobriu um penhasco do seu agrado...

Exercício de escrita

- Desça daí. - Não. Não quero. - Mas que coisa. Agora cismou de ficar aí em cima. - Aqui é melhor. - O que tanto você faz aí? - Olho os pássaros, já falei mil vezes. - Você pode olhar daqui de baixo, sem arriscar quebrar o pescoço! - Não é a mesma coisa. Poxa, você não me entende! - Não entendo mesmo. E nem o seu pai. Se você não me obedece, vai obedecê-lo. - Quando ele chega? - Ficou com medo agora? - Quando ele chega? - é só o tempo dele voltar da padaria. Questão de uns quinze minutos. SILÊNCIO. - Desça já daí antes que o seu pai chegue, é o último aviso! - Me faz um favor? - O que? - É. Um favor. Quando ele chegar, pede pra ele vir aqui em cima, que eu consegui ver aquele pássaro azulado que ele tanto queria ver. ... ... ... - Você e o seu pai estão metidos nessa história juntos?

Fonte de Inspiração

O que inspira a nossa vida? Pode ser uma canção, uma poesia, um bilhete, uma frase encontrada na internet... O que inspira, é aquilo que toca por dentro, gerando uma emoção. 2016 está nos seus últimos dias. O tempo passa rápido. Novo ano irá começar e depois outro, e outro, e outro... O que inspira a nossa vida? O tempo passa, as pessoas passam, os empregos passam, os bens materiais passam. A vida passa diante dos olhos e se as pessoas não tiverem nada que as inspire, então... O que adiantou? Uma vida sem se sensibilizar, sem se envolver com as pessoas, sem marcar alguém com uma amizade forte e duradoura, é uma vida realmente? Então... voltamos ao início. O que inspira a nossa vida? Que essa pergunta seja o nosso norte neste ano que começa (ou quem sabe nesse finzinho de dezembro).

Cotidiano como fonte de inspiração

Eu trabalho num museu. Outro dia, uma senhora esteve no meu local de trabalho e, após visitar a exposição, começou a falar sobre suas lembranças. O museu trata da história da estrada de ferro. E a senhora relembrou algumas memórias de quando era mais nova e utilizava o trem. Contou que, certa vez, quando o trem subia um morro, jogou um lenço para fora da janela, homenageando alguém muito amado por ela. A senhora partiu, mas sua história ficou comigo. Imaginei a cena: alguém jogando um lenço de dentro de um trem ao subir um morro. Vi na minha mente esse lenço bailando ao sabor do vento, descendo devagarinho em direção ao chão lá embaixo. E enquanto ele descia, o amor de uma jovem descia com ele. Quão especial seria essa pessoa? Um namorado? Um amor proibido? Um noivado que não deu certo? Talvez alguém que hoje já é falecido? Curioso notar como as lembranças vencem os anos e os calendários e permanecem intactas conosco. O trem há quase 45 anos deixou de passar. Os trilhos...

Reclamação e Gratidão

Percebo que há uma predisposição em muitas pessoas, de ficarem reclamando da vida. Reclamam do tempo, reclamam do trânsito, do governos, dos altos impostos, da violência. Só reclamam. E seus corações ficam endurecidos, cheios de rancor e mágoa. O peso das reclamações cai unicamente sobre seus próprios ombros. Independente das reclamações dessas pessoas, a vida prossegue seu ritmo. A Terra gira ao redor do sol, as ondas do mar seguem em direção a praia, as borboletas voam, tudo continua. Então, não seria mais interessante seguir em frente e seguir por um caminho de gratidão, ao invés de ficar reclamando? Obviamente a violência existe, assim como a corrupção, maus políticos, trânsito infernal. Porém, reclamar resolverá alguma dessas situações? Viver com gratidão é um bom caminho. Quando se vive com gratidão, a vida é mais colorida, mesmo com as dificuldades. E, inclusive, quando deixamos de lado as reclamações, conseguimos focalizar o problema e resolvê-lo. Quem só reclam...

Devaneios Solitários

Saia do casulo das ideias vagas e pasteurizadas encontre sua voz sua vez seu sol Leia Rilke, Schoppenhauer, leia os clássicos leia o que vale a pena ver Saia da zona de conforto conforto apenas no nome é um tormento sem fim saia dela Encontre sua voz sua vez seu sol

Discurso Emocionado de um Jogador de Basquete

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No dia 06 de maio, o jogador de basquete dos Estados Unidos, Kevin Durant, recebeu o prêmio de Melhor Jogador da Temporada 2013/2014 da NBA. Em inglês o prêmio é conhecido como MVP - sigla para Most Valuable Player. A NBA é a liga de basquete mais famosa do Mundo.  Com apenas 25 anos, Durant já era um estrela consolidada. Mas faltava o prêmio de MVP. Nas duas temporadas anteriores ele terminou em segundo na votação para MVP. Mas agora, na temporada 2013/2014 ele finalmente conseguiu.  O seu discurso ao receber o prêmio foi memorável. Ele agradeceu primeiramente a Deus, depois aos seus companheiros de equipe (ele joga no Oklahoma City Thunder).  E o ponto alto do discurso foi falar ele sobre a sua mãe, Wanda.  Durant falou sobre ela, emocionado e parando várias vezes para conter as lágrimas. Wanda criou ele e um irmão mais velho praticamente sozinha. Sem marido, sem outras pessoas para dar suporte.  No seu discurso, o astro do basquete comentou...

Curtinha Nº1

- Posso pegar o seu balão azul emprestado? - Pode, mas por que o azul? Não gosta do amarelo ou do vermelho? - Prefiro o azul. Combina melhor com o meu sonho.

Quando eu me aposentar

Dário era um homem que adorava ler, mas não tinha tempo. Gostava de viajar, mas não tinha tempo. Queria fazer um curso de marcenaria, mas não tinha tempo. Montar um jardim no quintal de sua cada, mas não tinha tempo. Imaginava preparar pratos diferentes na cozinha, usando temperos e carnes exóticos, porém, tudo ficaria para mais tarde, quando estivesse aposentado. Não faltava muito tempo, cerca de cinco anos. Para isso, havia trabalhado em dois empregos, feitos infindáveis horas extras, deixando o lar ausente de sua presença. Queria ter uma boa aposentadoria quando terminasse os seus dias de trabalho, e assim, aproveitar tudo o que não pôde aproveitar durante sua carreira. Eram cinco anos, que diminuíram para quatro, três, dois, um, seis meses, dois meses, quinze dias. Faltando uma semana para se aposentar, Dário estava tão ansioso em fazer tudo aquilo que nunca teve tempo, de tirar da gaveta todos aqueles projetos e sonhos nunca realizados, que morreu. Infarto do miocárdio...

Violência

O mundo está mais violento hoje? Ou o meu olhar está acostumado a ver apenas a violência?

Aniversário do blog

Neste mês de abril, o blog Garimpo da Escrita completa 5 anos. Ele é um bom laboratório de escrita e de experimentações. Nos últimos tempos ele estava largado, encostado num canto e pegando poeira. Decidi retomá-lo e dar continuidade no trabalho de criar textos - curtos ou longos. Nada melhor do que uma data de aniversário para reforçar a vontade de continuar o blog!

Divagando

Sonhou um sonho sozinho. Idealizou-o em todos os detalhes, acertou cada providência a ser tomada. Tudo pronto. Mas era um sonho estéril, isolado, abandonado, triste. Só se deu conta depois. Quando o último resquício de sanidade escoou por seus dedos enrugados. Surge um menino segurando um balão azul. Ele segura a mão do senhor e diz: - Não se preocupe. Sonharemos juntos.

Difícil de Compreender

- Epaminondas! Silêncio - Epaminoooondaaaaas! Novo silêncio - Mas que diabos?! - Senhor? - Onde está Epaminondas? - O senhor mandou-o embora. - Mandei? Quando? - Semana passada. - Oh... bem, não lembrava... Acontece que... preciso de lenha para a fogueira. - Entendo senhor. - Se Epaminondas não está aqui, vá você pegar lenha, depressa! - Mas senhor, eu... - Vai, vai, vai! E depois vá embora!